O material viabilizou o surgimento dos nostálgicos fora de série brasileiros, como o Puma.

Ela não só ainda é usada como é o principal componente da carroceria do Troller T4. Uma de suas principais vantagens é a ausência de corrosão e sua menor densidade em relação ao aço, o que possibilita carrocerias mais leves.

Segundo a Ford, proprietária da Troller, a fibra de vidro também tem maior flexibilidade, evitando amassados.

No entanto, seu processo de manufatura mais difícil compromete a produção em larga escala. Além disso, a necessidade de mão de obra altamente especializada para reparos tornou o material restrito a réplicas ou modelos de pequeno volume.

Fora do país, a fibra também foi o material escolhido para o Chevrolet Corvette, produzido a partir de 1953. Hoje, o avanço da tecnologia levou a marca a trocar esse material pela fibra de carbono – mais leve e mais resistente.

Nos últimos anos, fibra de vidro também perdeu espaço para o plástico – também leve e flexível -, com a vantagem de poder ser produzido nas cores desejadas sem necessidade de pintura adicional. E a principal vantagem: é fácil de ser produzido em larga escala.

O auge da fibra no Brasil

O Puma foi um dos ícones dos esportivos fora de série nacionais (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A limitação das importações popularizou os modelos fora de série feitos de fibra de vidro, como o Puma (que terá uma nova geração) e os diversos modelos de bugues.

Com a decadência dos veículos desse tipo e as exigências da produção em escala industrial, a fibra caiu em desuso.

Se por um lado sua fabricação era simples, por outro lado o processo quase artesanal limita a produção em escala, bem menor que a obtida com chapas de metal ou plástico injetado.

Hoje, são poucos (e valorizados) os especialistas no reparo de carrocerias feitas com esse material, como Domingos Avallone, o mais famoso restaurador de fibra de vidro no Brasil.

FONTE: https://quatrorodas.abril.com.br/auto-servico/a-fibra-de-vidro-ainda-e-usada-em-automoveis/

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